Não é novidade que a educação brasileira vai de mal a pior. Isso acontece porque a educação também é uma área que precisa de liberdade. Não só a liberdade econômica que traria mais crescimento econômico e, consequentemente, mais recursos para a área, mas também liberdade para empreendedores educacionais e liberdade de currículo.

Outro ponto crucial é concentrar os investimentos nas ações mais eficazes. O uso de vouchers para educação, defendida pelo nobel de economia Milton Friedman, por exemplo, é uma das ações que, se implementada, elevaria a qualidade do ensino e reduziria o custo para o governo. Os alunos da rede privada, em sua maioria, se saem melhor nos vestibulares e em exames como PISA e o Enem, logo é mais eficaz manter alunos na rede privada através dessas bolsas.

Para onde vão nossos recursos?

A distribuição da verba é geradora de desigualdade. 80% dos recursos do ensino vão para o ensino superior, contrariando por completo as orientações de especialistas, que apontam que o investimento nos anos iniciais geram os melhores resultados, e criando um abismo entre os mais pobres e os mais ricos que têm acesso à faculdade. Só 8,8% dos estudantes do ensino superior são de baixa renda, ainda que constituam 72% da população brasileira. Já os estudantes que têm acesso à universidade pública têm uma renda média familiar per capita duas vezes maior dos que não vão à universidade.

Custo para manutenção de um estudante no ensino superior público, segundo a última pesquisa realizada pelo INEP, foi de R$ 20.690,00.

Versus isenção dos tributos dada como contrapartida do programa PROUNI R$ 1.770,35

Algumas ações de grande impacto para melhorar o ensino sem gastar mais recursos

 

Escolas Charters;

– Modelo puro de Vouchers;

– Modelo ProUni replicado para os ensinos médio e fundamental;

– Legalização do homeschooling (ensino domiciliar)

 

 

 

 

Apesar de o governo brasileiro ter aumentado o repasse para a área da educação nas últimas décadas, algo parece não estar dando certo. Os números falam por si só:

Estudante que graduou no ensino médio do Brasil

7 em 10 não tem o nível adequado em português.
8 em 10 não atinge o nível esperado em matemática.
Cerca de 50% não sabem localizar o Brasil no mapa.
Aproximadamente 30% não conseguem interpretar uma simples frase.

Doutrinação nas escolas

Enquanto o PISA mostra que, de 65 países, o Brasil ocupa a posição de 58° em matemática, a preocupação de muitos professores parece ser outra. Infelizmente o maior destaque no campo educacional atualmente é a doutrinação ideológica. Todo professor é livre para dizer o que pensa, mas não em sala de aula, momento no qual ele deve se limitar a transmitir conhecimento e instigar a curiosidade dos estudantes às várias visões de mundo.

 

Liberdade de currículo

O atual modelo compulsório de ensino, que obriga as crianças a estudarem a cartilha ditada pelo MEC, é uma amostra do quão retrógrada é nossa educação. Nossas crianças ficam presas em um sistema de ensino que nada ensina. Deveríamos ter uma escola livre para ensinar o que os pais, alunos e comunidade julgassem importante.

A educação funcionaria melhor sem as imposições do MEC de conteúdo ou método de ensino. A escola deveria ser livre para ensinar as mais variadas matérias: finanças pessoais, empreendedorismo, direito, nutrição, oratória, idiomas diversos, primeiros socorros, qualquer disciplina. É injusto com as crianças que tem aptidão voltada para determinadas áreas se submeterem ao sistema atual, perdendo preciosos anos de suas vidas com um conteúdo que em nada irá lhe acrescentar.

A educadora Cathy Davidson, no livro Now You See It, diz que “65% das crianças que começam a estudar hoje, irão trabalhar em empregos cujas funções sequer foram inventadas”.

Precisamos modernizar o ensino no país. O que os jovens estão estudando hoje precisa estar conectado com o que o mundo será no futuro.

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