Segurança

Tido por muitos brasileiros como o maior problema a se enfrentar, a segurança no Brasil passa por seu pior momento. São cerca de 60 mil homicídios por ano; 24,6 para cada 100 mil habitantes. Para se ter ideia do que isso representa, é a mesma taxa que havia na Inglaterra do século XV, quando sequer havia polícia constituída e os homicídios sequer eram investigados. Mas o que causa esta violência epidêmica?  Na índia, país que tem renda per capita menor que ⅓ da brasileira e de muita desigualdade, a taxa de homicídios é cerca de 8 vezes menor. Por quê? Talvez a resposta esteja na impunidade.

(Fonte: CNMP)

Dizem que o Brasil prende demais. Realmente, com mais de 720 mil presos, o Brasil prende demais. Somos a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas de EUA e China. Mas o Brasil prende demais por que aqui se comete muitos crimes. Com um dos maiores índices de criminalidade, o país tem em contrapartida uma taxa de resolução muito baixa: menos de 10% dos crimes são solucionados. Isso nos mostra o quanto o caminho ainda é longo.

Número de Prisões no Brasil
  • 28% Tráfico
  • 25% Roubo
  • 13% Furto
  • 10% Homicidio
  • 10% Outros
  • 5% Estatuto do Desarmamento
  • 3% Receptação
  • 3% Latrocínio
  • 2% Quadrilha ou Banco
  • 1% Violência doméstica

Encarceramento em massa

– Em 2015-2016, no Rio de Janeiro, foram registrados 356 mil roubos. Dos quais apenas 6 mil foram identificados. O índice de apuração é de apenas 2% – apenas de casos registrados oficialmente!

– Na legislação penal brasileira existem 1050 tipos de crimes. Apenas em 28 (2,67% do total) a lei obriga a pena de prisão em regime fechado.

Iniciativa privada na segurança

Se o poder público não dá conta de solucionar nossa crise de violência, é hora da iniciativa privada entrar em pauta.

O Brasil gasta cerca de R$60 bilhões em segurança, 1% do PIB. As empresas privadas de segurança já gastam cerca de R$75 Bilhões com segurança, ou seja mais que o setor público. Isso quer dizer que pagamos duas vezes pelo mesmo serviço e ainda assim não temos a segurança que desejamos.

Ranking

Um estudo do Banco Mundial mostrou que a cada R$ 1 real investido em prevenção, são economizados até R$7 em repressão.  De acordo com o anuário de Segurança Pública, a violência no Brasil custou mais de R$250 bilhões às pessoas, bem menos do que o gasto em prevenção.  Quanto maior a segurança, melhor a economia, melhor o turismo, melhor o comércio, melhor o transporte e outras áreas.

Gasta-se menos do que deveria e gasta-se muito mal!

 

O setor de segurança deve buscar mais eficiência. Grande parte dos gastos são para pagar policiais inativos. A opção de contratar mais profissionais de segurança (policiais, guardas, etc) torna-se difícil. No Rio Grande do Sul 77% dos gastos em segurança se referem apenas a pagamentos de aposentados e pensionistas. A falta de recursos é de longe o menor dos problemas. O judiciário brasileiro tem 3 vezes mais burocratas que a Alemanha. É preciso retirar os recursos da burocracia e aplicar nos investimentos. Se os super salários (remuneração acima do teto constitucional de 33.763 reais) fossem cortados, teríamos uma economia de 20 bilhões de reais por ano.

 

“Para cada 1% a mais de jovens na escola, há uma diminuição de 2% nos assassinatos” (pesquisa IPEA)

A resolução do problema da segurança também passa por:

  • - Acabar com a cultura da impunidade, punindo mais e com mais rigor.
  • - Alocar recursos em prevenção.
  • - Reduzir a menoridade penal
  • - Integração das polícias, um ciclo completo de patrulha, atendimento e investigação em uma só unidade.
  • - Cooperação de Polícias, Ministério Público, Juizados e Sistema Prisional, com metas estratégicas e entrosamento para serem trabalhadas em conjunto.
  • - Sistema de Justiça e Segurança Pública voltada para o fim da impunidade. A punição desestimula o crime e o crime é escolha.
  • - Valorização dos policiais, especialmente os que estão na linha de frente do combate ao crime, não os administrativos e de questões burocráticas como atualmente.
  • - A polícia comunitária precisa ser estimulada, unindo esforços da população com a força policial.
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